Papel do tapentadol na gestão da dor crónica será analisado em Vilamoura

O 40º Encontro Nacional de MGF irá acolher no dia 30 de março, entre as 15h15 e as 16h15, o simpósio «Tapentadol na gestão da dor crónica: será que já sabemos tudo?», que conta com o apoio da Grünenthal. Esta sessão será moderada pelo presidente da APMGF, Nuno Jacinto e terá como palestrantes Raul Marques Pereira (coordenador da Consulta de Dor na USF Lethes e do Grupo de Estudos de Dor da APMGF e assistente convidado da Escola de Medicina da Universidade do Minho) e Hugo Cordeiro (médico de família especializado em Geriatria Clínica pela FMUP e membro do Grupo de Estudos da Dor da APMGF).

De acordo com os dois preletores, “o conhecimento das propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos fármacos é particularmente importante aquando do uso e manipulação de opióides. Os opióides tradicionais como a morfina, a oxicodona, entre outros, produzem os seus efeitos terapêuticos e adversos mediados pelos mesmos recetores - μ-opióides (MOR).  O tapentadol, um analgésico opióide forte, tem mecanismo de ação dual, com contribuições combinadas de um componente opióide e não opióide. Importa esclarecer estes tópicos e a sua relevância quer na segurança do doente frágil polimedicado, quer na adesão do doente com vida ativa”.  

Assim, nesta sessão, os oradores procurarão “esclarecer como esta singularidade do tapentadol impacta o seu perfil de segurança, tolerabilidade e as suas interações e como pode contribuir para a alteração do perfil de prescrição e simplificação terapêutica na dor crónica intensa”.